A garganta aperta forte, tão forte que a dor deixa de se sentir, sem ar para sequer gritar. Os dedos contraem inúteis e fracos, congelados na raiva que arde sem fim, chama essa que nasce no topo e que se alastra como uma praga sem vacina capaz de a parar. A voz baixa, afinal, para quê falar se ninguém me ouve? Para quê emitir esganiçados sons da minha estúpida boca quando toda a gente se disfarça de surdo para mim e unicamente mim? (será que é Carnaval e eu não notei?)
Os ouvidos já estão programados para não me ouvir. Os olhos têm o trabalho de se desviar sempre que ocasionalmente passam por mim e a função do corpo é afastar-se o mais rápido e para o mais longe possível.
(terei hepatite?)
Sem querer? Por acaso? Sim, pois, é tudo uma mera coincidência.
Serei invisível? Se assim for o meu espelho está estragado pois a minha triste figura atormenta-me todos os dias no pedaço de vidro que está colocado mesmo em frente à cama. Provavelmente seria melhor ser invisível, assim teriam razões para me ignorar, pois aí eu seria Ninguém!
A invisibilidade chega até a ser confortante, acolhe-me com os seus braços de silêncio que me cegam e me fazem esquecer tudo, obrigando-me a cometer o mesmo erro cada vez que decido ser ouvido.
É como ela 'diz', por mais vezes que sofra, não sou inteligente o suficiente para dizer chega, e deixar de tentar. Tentar ser Alguém.
Começo a duvidar se sou mesmo humano, serei mágico?
Não, sou Fantasma, já que para ser mágico tinha de ser Alguém.
~ G'odrigues
Traços
- Godrigues
- a vida são duas palavras; uma para te deixar a pensar qual é, outra para pensares no que não te deixou.
quinta-feira, abril 16, 2009
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acabei de me sentir realmente importante.
ResponderEliminarestou destinada a ser a 'ela' dos textos ? xD
geralmente ficas com o ludar de 'tu', ou de 'ele'.
Gustavo, bem vindo ao mundo dos invisiveis. há muito que aguardava por companhia :)
lugar *
ResponderEliminar-.-' nem escrever direito consigo, dass