Tantas vezes me dizem.
'Pára e Pensa! (digamos regra dos dois P's)
Tu ainda te queixas aí por os jogos não serem suficientes ou pelo telemóvel não ser o melhor, ou pelo computador não ser topo de gama, ou pela máquina não ter MP suficientes, ou talvez porque a casa é pequena, ou o carro não dá tanto nas vistas como devia, ou pela roupa... Pára! Cala-te. Pensa, ouve!
Há muita gente por aí que joga a mesma coisa desde que nasceu, (se não tiver a trabalhar), não devem fazer ideia do que é um telemóvel ou computador ou máquina fotográfica. Não têm casa, vivem na rua, e a roupa é composta pelos trapos que cosem do chão.
Agora diz-me. Ainda te queixas?'
Minha vez.
'Pára e Pensa. (novamente)
Tu ainda te queixas da minha irresponsabilidade, malcriadez, desorganização, parvoices, infantilidade. Que não te respeito (quando na realidade o faço), que não dou valor às coisas, que eu acho que sei tudo e que penso que mando. Depois que eu sou um exagerado que arranjo problemas em todo o lado, (quando na realidade quem os levanta és tu), e que faço o que me apetece.'
MENTIRA MENTIRA MENTIRA! (tanta que me dá vontade de atirar o que tiver à mão contra a parede; isto porque trincar já o deixei de fazer, a dor de dentes não é algo que eu adore)
Pois como eu devo dar graças por ter casa e roupa e comida até, (que me esqueci de mencionar a cima), tu devias dar graças de ter um filho como eu.
Agora, se o teu objectivo é ter um filho: que fuma quando tem asma, que se droga a torto e a direito, que chega todos os dias a casa, (ou nem consegue chegar) bêbado, um que se tenta suicidar pelo menos 3 vezes à semana, um que foge de casa por não o deixares sair, um que te insulta e que não quer saber da escola, e principalmente que te odeie mais que tudo, pois sim, estás no bom caminho. Excelente trabalho!
~ G'odrigues
Traços
- Godrigues
- a vida são duas palavras; uma para te deixar a pensar qual é, outra para pensares no que não te deixou.
terça-feira, abril 28, 2009
domingo, abril 26, 2009
Altura não apropriada -
Ali estava eu. - Tinha recebido a notícia a pouco.
Olhava para ele - ele que sofria agora pela morte da mãe que acontecera à pouco. - Mas que posso eu dizer? Já não o via há bastante tempo, o àvontade já não é como era.
Sentei-me na beira da entrada, juntamente com mais uma outra coitada que também não sabia o que dizer.
Observei então - para meu grande espanto - a quantidade de pessoas, (da minha idade e maior parte meus conhecidos) que passaram por lá para ajudar o rapaz que se encontrava mergulhado em sofrimento.
Vinha gente de diferentes sítios, mas todos com o mesmo objectivo. Perguntei-me silenciosamente, se o lugar da dor fosse meu, estariam assim os bilhetes esgotados? Ou iria o espectáculo à falência? Aposto na segunda.
De súbito, apareceu-me em forma de palavras o que eu poderia dizer. 'És bastante sortudo'
Escusado será explicar o porquê de eu não o ter dito, não era a altura apropriada para o fazer. Mesmo com qualquer explicação extra anexada, a frase continuaria a ser uma aberração junto dos intelectuais.
-
~ G'odrigues
Olhava para ele - ele que sofria agora pela morte da mãe que acontecera à pouco. - Mas que posso eu dizer? Já não o via há bastante tempo, o àvontade já não é como era.
Sentei-me na beira da entrada, juntamente com mais uma outra coitada que também não sabia o que dizer.
Observei então - para meu grande espanto - a quantidade de pessoas, (da minha idade e maior parte meus conhecidos) que passaram por lá para ajudar o rapaz que se encontrava mergulhado em sofrimento.
Vinha gente de diferentes sítios, mas todos com o mesmo objectivo. Perguntei-me silenciosamente, se o lugar da dor fosse meu, estariam assim os bilhetes esgotados? Ou iria o espectáculo à falência? Aposto na segunda.
De súbito, apareceu-me em forma de palavras o que eu poderia dizer. 'És bastante sortudo'
Escusado será explicar o porquê de eu não o ter dito, não era a altura apropriada para o fazer. Mesmo com qualquer explicação extra anexada, a frase continuaria a ser uma aberração junto dos intelectuais.
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~ G'odrigues
10,abafos
Sabem aquela pessoa, rufia, baldas, irresponsável? Não sou ela.
Mas sabem quando esse pessoa tem sorte, e é acompanhada por um amigo que lhe ajuda, amigo esse a que respeita e que tem a paciência suficiente para a aturar? Também não sou eu.
Já tentei, não deu resultado. Oficialmente, desisto!
~
numbers are letters that can combine
unified with colors and smokes that aren't mine
~ G'odrigues
Mas sabem quando esse pessoa tem sorte, e é acompanhada por um amigo que lhe ajuda, amigo esse a que respeita e que tem a paciência suficiente para a aturar? Também não sou eu.
Já tentei, não deu resultado. Oficialmente, desisto!
~
numbers are letters that can combine
unified with colors and smokes that aren't mine
~ G'odrigues
segunda-feira, abril 20, 2009
T i l [t]
Simplesmente Farto! ~
(farto das mentiras, dos cinismos, das bocas, dos insultos, dos sorrisos, dos olhares, dos cochichos, dos murmúrios, dos gestos, das caras, da naturalidade - como se nada se tivesse passado -, e da repetição. Oh, pois. Repetição esta, sem fim!)
~
~ G'odrigues
(farto das mentiras, dos cinismos, das bocas, dos insultos, dos sorrisos, dos olhares, dos cochichos, dos murmúrios, dos gestos, das caras, da naturalidade - como se nada se tivesse passado -, e da repetição. Oh, pois. Repetição esta, sem fim!)
~
~ G'odrigues
quinta-feira, abril 16, 2009
Rê| alces
O dia não sorria lá fora, a chuva batia desesperadamente na janela que se mantinha forte e imponente contra ela, (o contrário de mim). Não haviam pássaros a cantar como nos contos de fadas, nem um sol irradiante naquela manhã de Outubro. Espreitei lá para fora, com grande esforço em abrir a persiana, e reparei que os carros apressavam-se debaixo da tempestade e os peõs movimentavam-se a custo, como se num jogo de tabuleiro se tentasse fazer batota. Passavam vários sem me chamar o mínimo de atenção.
Despercebidamente, um carro amarelo fez-se brilhar no meio da rua molhada de granito. Passava pelas poças a uma velocidade moderada, mas suficiente para molhar a rapariga que se encontrava a passar. O guarda-chuva era também amarelo, de plástico. Teria algum interesse? Apressou-se a desaparecer por detrás do prédio que se estende em frente, cor de tijolo partido.
A vida é única bem sei, (e ainda mais me dizem), só se vive uma vez. E a morte? Pensando positivamente, só se morre uma vez. Penso que é justo.
Ser comum, igual, entediante. Será correcta esta sinonímia de palavras? O comum pode ser alegre, mas todas as pessoas se queixam de males e o Igual pode ser Único, quando se é a única pessoa no Mundo. (probabilidades muito remotas)
Sei que ser diferente é bom. Todos o tentam ser, serem realçados no meio da multidão. Como um pontinho vermelho no meio do texto branco, ou como um feixe de luz numa sala escura. Mas nem todos os conseguem, e penso que quanto mais se tenta, (como é o meu caso), menos se consegue.
Bem que tento ter uma certa particularidade, algo que me defina positivamente como é claro, algo que seja unicamente especial em mim.
Procurei, procurei e procurei, fiz pesquisas sobre o tema e até o Google foi usado, mas nada é singular e diferente de uma forma boa em mim. Até o espelho já se recusa a me olhar novamente durante horas.
Penso que ao fim de tanto trabalho árduo, descobri que todos têm uma particularidade, e que no meu caso, não é uma singularidade boa. Nem todos o podem ter.
Mas é como disse anteriormente. É justo.
Só se vive uma vez, mas também é só uma vez que se morre!
~ G'odrigues
Despercebidamente, um carro amarelo fez-se brilhar no meio da rua molhada de granito. Passava pelas poças a uma velocidade moderada, mas suficiente para molhar a rapariga que se encontrava a passar. O guarda-chuva era também amarelo, de plástico. Teria algum interesse? Apressou-se a desaparecer por detrás do prédio que se estende em frente, cor de tijolo partido.
A vida é única bem sei, (e ainda mais me dizem), só se vive uma vez. E a morte? Pensando positivamente, só se morre uma vez. Penso que é justo.
Ser comum, igual, entediante. Será correcta esta sinonímia de palavras? O comum pode ser alegre, mas todas as pessoas se queixam de males e o Igual pode ser Único, quando se é a única pessoa no Mundo. (probabilidades muito remotas)
Sei que ser diferente é bom. Todos o tentam ser, serem realçados no meio da multidão. Como um pontinho vermelho no meio do texto branco, ou como um feixe de luz numa sala escura. Mas nem todos os conseguem, e penso que quanto mais se tenta, (como é o meu caso), menos se consegue.
Bem que tento ter uma certa particularidade, algo que me defina positivamente como é claro, algo que seja unicamente especial em mim.
Procurei, procurei e procurei, fiz pesquisas sobre o tema e até o Google foi usado, mas nada é singular e diferente de uma forma boa em mim. Até o espelho já se recusa a me olhar novamente durante horas.
Penso que ao fim de tanto trabalho árduo, descobri que todos têm uma particularidade, e que no meu caso, não é uma singularidade boa. Nem todos o podem ter.
Mas é como disse anteriormente. É justo.
Só se vive uma vez, mas também é só uma vez que se morre!
~ G'odrigues
,invisibilida^dê
A garganta aperta forte, tão forte que a dor deixa de se sentir, sem ar para sequer gritar. Os dedos contraem inúteis e fracos, congelados na raiva que arde sem fim, chama essa que nasce no topo e que se alastra como uma praga sem vacina capaz de a parar. A voz baixa, afinal, para quê falar se ninguém me ouve? Para quê emitir esganiçados sons da minha estúpida boca quando toda a gente se disfarça de surdo para mim e unicamente mim? (será que é Carnaval e eu não notei?)
Os ouvidos já estão programados para não me ouvir. Os olhos têm o trabalho de se desviar sempre que ocasionalmente passam por mim e a função do corpo é afastar-se o mais rápido e para o mais longe possível.
(terei hepatite?)
Sem querer? Por acaso? Sim, pois, é tudo uma mera coincidência.
Serei invisível? Se assim for o meu espelho está estragado pois a minha triste figura atormenta-me todos os dias no pedaço de vidro que está colocado mesmo em frente à cama. Provavelmente seria melhor ser invisível, assim teriam razões para me ignorar, pois aí eu seria Ninguém!
A invisibilidade chega até a ser confortante, acolhe-me com os seus braços de silêncio que me cegam e me fazem esquecer tudo, obrigando-me a cometer o mesmo erro cada vez que decido ser ouvido.
É como ela 'diz', por mais vezes que sofra, não sou inteligente o suficiente para dizer chega, e deixar de tentar. Tentar ser Alguém.
Começo a duvidar se sou mesmo humano, serei mágico?
Não, sou Fantasma, já que para ser mágico tinha de ser Alguém.
~ G'odrigues
Os ouvidos já estão programados para não me ouvir. Os olhos têm o trabalho de se desviar sempre que ocasionalmente passam por mim e a função do corpo é afastar-se o mais rápido e para o mais longe possível.
(terei hepatite?)
Sem querer? Por acaso? Sim, pois, é tudo uma mera coincidência.
Serei invisível? Se assim for o meu espelho está estragado pois a minha triste figura atormenta-me todos os dias no pedaço de vidro que está colocado mesmo em frente à cama. Provavelmente seria melhor ser invisível, assim teriam razões para me ignorar, pois aí eu seria Ninguém!
A invisibilidade chega até a ser confortante, acolhe-me com os seus braços de silêncio que me cegam e me fazem esquecer tudo, obrigando-me a cometer o mesmo erro cada vez que decido ser ouvido.
É como ela 'diz', por mais vezes que sofra, não sou inteligente o suficiente para dizer chega, e deixar de tentar. Tentar ser Alguém.
Começo a duvidar se sou mesmo humano, serei mágico?
Não, sou Fantasma, já que para ser mágico tinha de ser Alguém.
~ G'odrigues
quarta-feira, abril 15, 2009
Ésses [mundos sem fim]
Para quê crescer?, continua a pergunta a querer ser ouvida.
Eu tento parar, tanto de ouvi-la como de crescer em si. Não há solução.
(...) Gostava de ser como eles, Deuses, Reis, Heróis, Senhores e Feiticeiros de grande importância.. Importância! Importa assim tanto?
Apetece-me simplesmente carregar nas teclas cheio de fúria de não conseguir o que quero. Infantilidade? Mimalhice? Enfim...
O Sol está demasiado longe para me dizer como é ser o Grande, e a Lua também anda por esses lugares, impossível de me aconselhar com as suas palavras mudas que as estrelas ouvem atentamente, como aprendizes curiosos em conhecer a magia dos seus segredos.
Será assim tão difícil conceder-me o desejo de conseguir ouvir?, escutar?, gostar?
~ G'odrigues
Eu tento parar, tanto de ouvi-la como de crescer em si. Não há solução.
(...) Gostava de ser como eles, Deuses, Reis, Heróis, Senhores e Feiticeiros de grande importância.. Importância! Importa assim tanto?
Apetece-me simplesmente carregar nas teclas cheio de fúria de não conseguir o que quero. Infantilidade? Mimalhice? Enfim...
O Sol está demasiado longe para me dizer como é ser o Grande, e a Lua também anda por esses lugares, impossível de me aconselhar com as suas palavras mudas que as estrelas ouvem atentamente, como aprendizes curiosos em conhecer a magia dos seus segredos.
Será assim tão difícil conceder-me o desejo de conseguir ouvir?, escutar?, gostar?
~ G'odrigues
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