Traços

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a vida são duas palavras; uma para te deixar a pensar qual é, outra para pensares no que não te deixou.

segunda-feira, junho 29, 2009

Sou todo Bom


Anima. Mesmo sabendo que é mentira.

domingo, junho 14, 2009

Run away Love

Psicologia invertida. Se de tanto eu pedir ele não aparece, se calhar ao mandar embora ele decidirá fazer-me uma visita, apesar de não me conhecer.
Extravagância. Será só para chamar a atenção? Existirá mesmo?
Demasiado típico. Banal é tudo o que escrevo.
Diferente. Único é tudo o que não sou.
Palavras. Como a Miss Literatura diz, 'Imortalizam-me no vazio.'
Teatro. Simplesmente a Complicada coisa que me faz viver.
Miss Literatura. Aquela estranha pessoa que continuo sem entender.
China. Continua a assustar-me e eu continuo a não querer ir para lá apesar de me aconselharem.
Portugal. Apesar de menos produtivo e cheio de desemprego, continua a chamar-me para o seu aconchego.




(..)
E no meio da biblioteca, a mulher levantou-se sem erguer a cara ao silêncio, limpou a lágrima que teimava em chegar ao queixo mas que foi parada na bochecha, e deixou cair o livro no chão. A chuva sorria lá fora, esperando-a na inevitável queda que setenciou o derradeiro momento do adeus.
Ainda lá dentro, um dicionário de grego foi aberto.

sábado, junho 13, 2009

सिम

Plasticina de macarrão. Batatas e maçapão. Sopa sem limão é como marisco sem biberão.

Saudades de dizer mil palavras sem ligação.
Saudades de perguntar o que é um cão.
Saudades de brincar de corda na mão.
E de aprender a saber dizer não.


Sou dos poucos que posso dizer que aprendi.

domingo, junho 07, 2009

Compilações - [quero lá saber das letras

Afinal, o Amanhã é sempre uma guerra.

E é como ela diz, queremos sempre o que não temos, quando não podemos e da maneira que não podemos ter. E ainda há quem ache engraçado.

Fui obrigado a dizê-lo, depois de tudo, numa conversa de desabafo quando finalmente saiu tudo o que podia sair no momento; '(…) os pedidos de desculpa por vezes vêm demasiado tarde.'
Não é verdade? Ela não pode acordar – ou fingir que acorda – e esperar que tudo seja esquecido. Sim. Depois de tudo!

Quem disse que os pilares não correm? Eles fogem a milhas – para não dizer a sete pés. A não ser que os meus sejam especiais – especiais são os deficientes – fugiram sem dar sinal nem tempo de eu arranjar uns novos, deixando-me a um fio de cair, como uma marioneta usada e estragada, sem apoio ou ligação que me prendesse a este Mundo que toda a gente diz cruel e que eu digo ser masoquista. Ou o masoquista não é aquele que gosta da dor? Pois este além de gostar, fabrica o seu próprio sofrimento.

As pessoas são seres bastante interessantes - de fascinante não têm nada.
Primeiro são como plasticina, moldamos-las como bem quisermos.
E depois, só se apercebem dos erros quando já é demasiado tarde.

O sol deita-se todos os dias, foge de mim, farto de me ouvir pedir boleia para o outro lado do horizonte, aquele bem longe que afirmam ser o mesmo destino – mas que eu não acredito, ou pelo menos gosto de não acreditar.

E a lua... ai a lua! Essa ainda me acompanha na solidão enquanto pode, mas também tem paciência pouca. Quando o assunto não lhe cheira, esconde-se nas nuvens que trazem a chuva, essa que me lava todos os pensamentos, purificando a alma que passado dois segundos sofre a mesma sentença de pensar no mesmo.

Antes eu disse 'O Desejo obrigou-me a correr, o Medo fechou-me os olhos'; agora digo que o Sofrimento me salvou, pois me ajudou a fugir, e que o Tempo se encarregou de me fazer arrepender da escolha.'

Demasiado banal? Não penso. Ou melhor. Penso que não, pois todos pensamos, e repetindo o que outrora me saiu sem querer: 'Penso que nada é como pensamos.' Logo, o que é que será afinal de contas?

E já agora, após tantas compilações, onde errei eu para Ela nem falar agora para mim? Nem um 'obrigado' em letra minúscula pelos parabéns foi dito. Ao que parece, quando me disse que eu era o seu melhor amigo, deveria estar num daqueles estados lastimáveis em que agora todos menos eu querem andar, em que se esquecem de praticamente tudo do que dizem.


É isso que dói mais, relembrar o passado. Essa ferida que de tantas vezes que foi remexida, chora mas não se queixa. Ainda pensei que o problema fosse do telemóvel, mas quando eu era o único que ficara de parte tudo ficou claro, ou não tanto; o 'porquê' ainda anda por aí à deriva, a fugir de mim.


Ele é uma mosca, eu sou o repelente; também não quero que ele se magoa ou que morra – e é esse o meu problema.



O Problema de letra grande.