Será a vida tão fácil como queremos que seja?
Será assim tão bom crescer como fantasiamos quando somos crianças inocentes?
Pelo menos eu gostaria de ter a minha inocência de volta, alegre ao Mundo, e cego aos problemas.
Penso que nada é como pensamos e provavelmente o meu receio em crescer é tornar-me o que não quero, e ter a responsabilidade que não desejo.
Tornar-me-ei como eles? Marionetas sem vida que desesperam por dinheiro para sobreviver? Ignorantes que vivem para outros? Sem coração? Sem sonhos?
Uma coisa tenho a certeza. Não quero crescer. Quero fugir da sentença inevitável e ser inocente para sempre. Como se fosse possível sobreviver assim. Quero que ninguém me olhe de cima, como o fazem todos os dias; mas também não quero ser eu a olhar para baixo. Quero ser feliz, quero me divertir, quero tanta coisa impossível.
Poderei alguma vez voltar a sonhar com o desejo de voar como o fazia antes? Poderei eu voltar a acreditar no Pai Natal? Ou até na Fada dos Dentes, e mergulhar na fantasia dos filmes que nos alimentam de expectativas; facas disfarçadas que nos atravessam sem piedade, consolos essenciais com efeitos secundários?
Quero a minha inocência de volta! Alguém ma pode devolver?
~ G'odrigues
Traços
- Godrigues
- a vida são duas palavras; uma para te deixar a pensar qual é, outra para pensares no que não te deixou.
segunda-feira, março 30, 2009
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