Será a vida tão fácil como queremos que seja?
Será assim tão bom crescer como fantasiamos quando somos crianças inocentes?
Pelo menos eu gostaria de ter a minha inocência de volta, alegre ao Mundo, e cego aos problemas.
Penso que nada é como pensamos e provavelmente o meu receio em crescer é tornar-me o que não quero, e ter a responsabilidade que não desejo.
Tornar-me-ei como eles? Marionetas sem vida que desesperam por dinheiro para sobreviver? Ignorantes que vivem para outros? Sem coração? Sem sonhos?
Uma coisa tenho a certeza. Não quero crescer. Quero fugir da sentença inevitável e ser inocente para sempre. Como se fosse possível sobreviver assim. Quero que ninguém me olhe de cima, como o fazem todos os dias; mas também não quero ser eu a olhar para baixo. Quero ser feliz, quero me divertir, quero tanta coisa impossível.
Poderei alguma vez voltar a sonhar com o desejo de voar como o fazia antes? Poderei eu voltar a acreditar no Pai Natal? Ou até na Fada dos Dentes, e mergulhar na fantasia dos filmes que nos alimentam de expectativas; facas disfarçadas que nos atravessam sem piedade, consolos essenciais com efeitos secundários?
Quero a minha inocência de volta! Alguém ma pode devolver?
~ G'odrigues
Traços
- Godrigues
- a vida são duas palavras; uma para te deixar a pensar qual é, outra para pensares no que não te deixou.
segunda-feira, março 30, 2009
quinta-feira, março 26, 2009
( didascálias )
- Boa tarde. (entra)
- Bom dia. (levanta ligeiramente a cabeça olhando furtivamente através dos cabelos sujos enquanto mastiga uma pastilha elástica de mentol)
- Eu vinha pelo...
- Anúncio. (interompeu, sempre a mastigar de boca aberta)
- Não, era mesmo por... (ajeita a franja para trás da orelha esquerda)
- Procura de trabalho. (repetiu)
- Não. Era... (a franja cai)
- Pois daqui não leva mais nada. (afastou-se na cadeira com rodinhas perras e voltou-se para uma caixa cheia)
- Não é daqui que se trata de...? (tentou uma última vez)
- Certamente que não. (tentou mostrar-se superior agora sem pastilha elástica e com o cabelo preso num rabo mal centrado)
- Continuação de um bom dia. (olhou uma ultima vez para o placar que dizia: 'Anúncios! Emprego! Perdidos e Achados!'...)
- Unf. (desprezou)
Não há morais em todas as histórias. Mas há uma história para cada moral!
~ G'odrigues
- Bom dia. (levanta ligeiramente a cabeça olhando furtivamente através dos cabelos sujos enquanto mastiga uma pastilha elástica de mentol)
- Eu vinha pelo...
- Anúncio. (interompeu, sempre a mastigar de boca aberta)
- Não, era mesmo por... (ajeita a franja para trás da orelha esquerda)
- Procura de trabalho. (repetiu)
- Não. Era... (a franja cai)
- Pois daqui não leva mais nada. (afastou-se na cadeira com rodinhas perras e voltou-se para uma caixa cheia)
- Não é daqui que se trata de...? (tentou uma última vez)
- Certamente que não. (tentou mostrar-se superior agora sem pastilha elástica e com o cabelo preso num rabo mal centrado)
- Continuação de um bom dia. (olhou uma ultima vez para o placar que dizia: 'Anúncios! Emprego! Perdidos e Achados!'...)
- Unf. (desprezou)
Não há morais em todas as histórias. Mas há uma história para cada moral!
~ G'odrigues
quarta-feira, março 25, 2009
[ex]clamações !
Odeio-o! Simplesmente odeio-o!
Será inveja? Ciúme? Não sei. Acho-o feio e detestável, com uma personalidade terrível, (embora de aparência [a personalidade] razoável)!
Eu já o conhecia antes da aparição. E o que mostrava não era o que mostra hoje!
Será por eu não acreditar que as pessoas mudam para melhor? Eu acredito que elas mudem, mas todos os casos que vejo é para pior! E de tantas situações dessas, a minha credibilidade extinguiu-se.
Será por eu ser casmurro? Será por eu não ser 'popular' ou 'fiche(com 'x')'? Não o quero ser, não sou e muito provavelmente nunca o serei! Nunca se sabe o futuro.
Mas uma coisa tenho a certeza.
Odeio-o apesar de não me ter feito nada de mal. É uma coisa inevitável que se pode controlar, mas não mudar.
~ G'odrigues
Será inveja? Ciúme? Não sei. Acho-o feio e detestável, com uma personalidade terrível, (embora de aparência [a personalidade] razoável)!
Eu já o conhecia antes da aparição. E o que mostrava não era o que mostra hoje!
Será por eu não acreditar que as pessoas mudam para melhor? Eu acredito que elas mudem, mas todos os casos que vejo é para pior! E de tantas situações dessas, a minha credibilidade extinguiu-se.
Será por eu ser casmurro? Será por eu não ser 'popular' ou 'fiche(com 'x')'? Não o quero ser, não sou e muito provavelmente nunca o serei! Nunca se sabe o futuro.
Mas uma coisa tenho a certeza.
Odeio-o apesar de não me ter feito nada de mal. É uma coisa inevitável que se pode controlar, mas não mudar.
~ G'odrigues
terça-feira, março 24, 2009
Com(m)a,
E mesmo a olhar para o chão, abaixo de mim, parece-me superior e mais feliz do que eu.
Tal como ela diz, o chinês também não é para mim, apesar de eu não o achar tão difícil. E tal como tantos outros dizem, eu deveria era estar no Português, mas acabam todos por concordar que a China é mais produtiva e que Portugal é uma lástima a abarrotar o desemprego... Portugal só nas férias, (por assim dizer).
A fobia dos espelhos continua acesa. Não é medo.
E o meu preguiçoso cérebro continua à espera da lua que se deitará, e do sol que se erguerá no dia em que eu começe a acredtiar em mim... completamente impossível!
Os ponteiros não param,
~ G'odrigues
Tal como ela diz, o chinês também não é para mim, apesar de eu não o achar tão difícil. E tal como tantos outros dizem, eu deveria era estar no Português, mas acabam todos por concordar que a China é mais produtiva e que Portugal é uma lástima a abarrotar o desemprego... Portugal só nas férias, (por assim dizer).
A fobia dos espelhos continua acesa. Não é medo.
E o meu preguiçoso cérebro continua à espera da lua que se deitará, e do sol que se erguerá no dia em que eu começe a acredtiar em mim... completamente impossível!
Os ponteiros não param,
~ G'odrigues
domingo, março 22, 2009
Reti(e)cências
E o espelho continua a dizer a verdade, apesar de já lhe ter pedido desesperadamente para mentir ...
Porque será que continua a ignorar-me e a mostrar tudo o que não quero ver?
Será mais fácil deixar de olhar para ele? Deixar de falar com ele?
Lá estou eu a falar de espelhos'
Seria mais fácil pedir ao tempo que parasse ...
~G'odrigues
Porque será que continua a ignorar-me e a mostrar tudo o que não quero ver?
Será mais fácil deixar de olhar para ele? Deixar de falar com ele?
Lá estou eu a falar de espelhos'
Seria mais fácil pedir ao tempo que parasse ...
~G'odrigues
sábado, março 21, 2009
Pontos de Interrogação?
E todos olham para mim. Que tenho eu?
Os dedos apontavam todos na mesma e maldita direcção.
A chuva começou a fluir dos cristais, gotas que escorregaram pela seda pálida e imperfeita, libertando-se mal chegando à ponta da montanha invertida... a peruca continuará sempre a servir, tal como os dedos, que não se vão ausentar.
E ao chegar, todos ficam á espera duma reacção, de algo para comentar, algo para criticar e apunhalar nas costas; pois, porque os sorrisos abundam nas terras em frente, disfraçadas pela mentira que continuo a acreditar proprositadamente, ou não.
Os espelhos mostram apenas a verdade, e porque não pessoas como espelhos? Ou espelhos como pessoas? Até que ponto seria bom? Tudo translúcido a mostrar a verdade, sem nenhum mistério a tornar especial o ser.
Especial... diferente? Valerá a pena ser diferente se ninguém nota? Valerá o esforço de se ridicularizar sem se tornar especial? ~
~ G'odrigues
Os dedos apontavam todos na mesma e maldita direcção.
A chuva começou a fluir dos cristais, gotas que escorregaram pela seda pálida e imperfeita, libertando-se mal chegando à ponta da montanha invertida... a peruca continuará sempre a servir, tal como os dedos, que não se vão ausentar.
E ao chegar, todos ficam á espera duma reacção, de algo para comentar, algo para criticar e apunhalar nas costas; pois, porque os sorrisos abundam nas terras em frente, disfraçadas pela mentira que continuo a acreditar proprositadamente, ou não.
Os espelhos mostram apenas a verdade, e porque não pessoas como espelhos? Ou espelhos como pessoas? Até que ponto seria bom? Tudo translúcido a mostrar a verdade, sem nenhum mistério a tornar especial o ser.
Especial... diferente? Valerá a pena ser diferente se ninguém nota? Valerá o esforço de se ridicularizar sem se tornar especial? ~
~ G'odrigues
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