E todos olham para mim. Que tenho eu?
Os dedos apontavam todos na mesma e maldita direcção.
A chuva começou a fluir dos cristais, gotas que escorregaram pela seda pálida e imperfeita, libertando-se mal chegando à ponta da montanha invertida... a peruca continuará sempre a servir, tal como os dedos, que não se vão ausentar.
E ao chegar, todos ficam á espera duma reacção, de algo para comentar, algo para criticar e apunhalar nas costas; pois, porque os sorrisos abundam nas terras em frente, disfraçadas pela mentira que continuo a acreditar proprositadamente, ou não.
Os espelhos mostram apenas a verdade, e porque não pessoas como espelhos? Ou espelhos como pessoas? Até que ponto seria bom? Tudo translúcido a mostrar a verdade, sem nenhum mistério a tornar especial o ser.
Especial... diferente? Valerá a pena ser diferente se ninguém nota? Valerá o esforço de se ridicularizar sem se tornar especial? ~
~ G'odrigues
Traços
- Godrigues
- a vida são duas palavras; uma para te deixar a pensar qual é, outra para pensares no que não te deixou.
sábado, março 21, 2009
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